22 dezembro, 2007

Nada como alguns sambas


"Eu quero morrer sambando, assim que nem ela...quem não se lembra da jaqueira, a jaqueira da Portela
"Minha, repete agora essa cigana, contando fatos envelhecidos, que já não ferem mais os meus ouvidos"...
"Esse negro tem histórias meu irmão, pra fazer um novo enredo..."
"Em qualquer esquina, eu paro em qualquer butequim, eu entro e, se houver motivo, é mais um samba que faço"...
"Eu acredito é na rapaziada, que vai em frente e segura o rojão"...
"Quero assistir ao sol nascer, ver as águas dos rios correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver..."
"Faça como o velho marinheiro, que durante o nevoeiro leva o barco devagar"
"Violão, pandeiro, tamborim na marcação e reco-reco. Meu samba, viva meu samba verdadeiro porque tem telecoteco"

Pronto, já fiz um bom backup e recuperei um pouco da minha poesia, do que sou. Cantei e ouvi alguns sambas e lembrei como é bom viver.De quebra, comemoramos os sessentinha do meu pai. Assim, meio no improviso, sem a pompa que a efeméride pedia (porque ele não quis pompa e nem festa) mas valeu, e muito. Ouvir o "velho" desfiando os bordões do 7 cordas é sempre revigorante e me faz lembrar porque é que a gente realmente suporta o mundo.
Abaixo, a moçada que apareceu em casa de surpresa e garantiu a batucada. Obrigada Cadinho, Clauber, Carlinhos, Maciel, e Marcelo.
"...

Um comentário:

Bruno Ribeiro disse...

Que beleza! E eu queria dizer, de coração, que por pouco não apareci também. Eu só não fui porque saí tardíssimo do jornal na sexta e no sábado cedo eu tinha (tive) plantão. Ou seja: mais uma vez tive a prova de que o trabalho prejudica o homem, pois se trabalho fosse bom, se fosse apenas um complemento de nossa felicidade e de nossa vida verdadeira, eu teria estado presente e curtido com vocês essa noite fantástica. Lígia, mande meu abraço ao Armando. Espero vê-los em breve, sinto saudade de todos! Beijos!