29 janeiro, 2008

Férias

Reencontrar meus discos. Reencontrar meu som. O da minha voz, o da minha flauta, o da minha vontade, o do tempo que não vem do relógio. Banho quente, bolachões girando na vitrola sem parar, notas dissonantes, batuques, nostalgias, emoções. Roda de samba, despreocupação, um afago canino, ou vários...Som de passarinho, de trem passando, de mãe fazendo a comida, de pai tocando um violão sete cordas ou um cavaco. Pensar na vida, no que fazer dela, no que não fazer. Namorar, sonhar. Não fazer nada mais do que nada. Poder ter vontade ou não.

Um comentário:

Bruno Ribeiro disse...

Você resumiu o meu ideal de felicidade. É por isso que não entendo porque as pessoas acham estranho quando eu digo que odeio trabalhar. O trabalho prejudica o homem, tira o tempo da vida, o tempo do prazer, o tempo do desejo espontâneo. Mas há de chegar o dia, Lígia, em que poderemos viver do ócio criativo! Beijo!